16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (FINAL)

LIÇÃO 16: LIÇÃO FINAL PARA O FISIOTERAPEUTA: O SEGREDO DO SUCESSO TERAPÊUTICO!

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O fisioterapeuta pode considerar aspectos identificados na entrevista e no exame clínico de cada mulher para compreender a função do assoalho pélvico e, consequentemente, estabelecer um prognóstico. Por exemplo, a deficiência na estrutura dos músculos levantadores do ânus que indicam defeito do levantador do ânus (LAD), associada ao tônus baixo de MLA e à deficiência de resistência muscular podem reduzir a curva de função do assoalho pélvico, considerando o modelo de Ciclo de Vida de DeLancey. No entanto, a taxa de declínio da curva em direção à ocorrência de disfunção sintomática do assoalho pélvico pode ser controlada: 1) minimizando-se as forças externas; 2) melhorando-se as funções musculares do assoalho pélvico; e/ou 3) adotando-se um estilo de vida saudável.

       Você, que é um bom fisioterapeuta, certamente, já conhece esses aspectos. Mas, há um segredo para o sucesso do tratamento e a manutenção dos bons resultados. É garantir que a paciente deixe o papel de passividade e passe a ser agente ativa do seu processo de cura/melhora. A pergunta é como? Contribuindo para o engajamento de cada mulher no seu processo terapêutico ao conscientizá-la de todos os fatores citados nas lições anteriores e que podem impactar em sua experiência pessoal em relação à saúde do assoalho pélvico. É necessário reforçar que conhecer os fatores de contexto (crenças pessoais, estilo de personalidade, apoio e relacionamentos, etc.) que cercam a vida dessa mulher é fundamental para traçar estratégias motivadoras para o tratamento. Assim, ela pode ser encorajada a alcançar o potencial ótimo de suas funções do assoalho pélvico dentro de expectativas reais. Então, mãos à obra e até a próxima!

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 15)

LIÇÃO 15: O QUE AINDA ESTÁ POR VIR NO TRATAMENTO DE PROLAPSOS DE ÓRGÃOS PÉLVICOS?

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Os estudos emergentes sobre outras opções de tratamento para POP estudam em animais o efeito potencial de antioxidantes, o uso de células tronco e de hormônios. Estes recursos parecem regular proteínas que interrompem a composição ótima das estruturas de suporte. No entanto, os resultados desses estudos ainda não são realidade em humanos e na prática clínica. Suplementos antioxidantes estão largamente disponíveis, mas não há estudos em mulheres com POP. Pesquisas utilizando células-tronco no manejo de POP estão atualmente focadas no aumento de materiais usados para o reparo de POP em modelos animais, mas estudos em humanos não estão disponíveis. Estrogênio tópico tem sido relatado com potencialmente benéfico para incontinência, atrofia vaginal e no perioperatório para o reparo de POP, mas outros usos em POP ainda não tem respaldo científico.  Certamente, temos, adiante, um futuro promissor quanto a esses aspectos!

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 14)

LIÇÃO 14: O ASSOALHO PÉLVICO EXPRESSA A VIDA QUE SE LEVA NO DIA A DIA!

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Estudos sobre a parede vaginal em animais de laboratório sugerem que o estresse oxidativo tem um papel chave no desenvolvimento e progressão dos POP. Assim, as mulheres, visando também cuidar da saúde do assoalho pélvico, podem se beneficiar reduzindo fontes conhecidas de estresse oxidativo e adotar comportamentos que melhoram a atividade antioxidante. Por exemplo, o fisioterapeuta pode recomendar às suas pacientes a adoção de hábitos de vida saudável: exercícios de intensidade moderada, dieta com alta quantidade de frutas e vegetais, sono adequado, controle do estresse, e cessação do tabagismo. Recomendações mais do que conhecidas para se manter a saúde do corpo e da mente!

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Centífica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 13)

LIÇÃO 13: COMO PROTEGER AS ESTRUTURAS DE SUPORTE DO ASSOALHO PÉLVICO?

 

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Músculos, ligamentos e fáscias envolvidos no suporte pélvico mostram adaptações em composição que permitem maior resposta de alongamento e tolerância que seus semelhantes em outras partes do corpo. No entanto, há relatos de redução da elasticidade dessas estruturas em mulheres com POP. Mulheres com POP também mostraram redução do conteúdo de músculo liso e nervo nos ligamentos suspensores e da parede vaginal. Como resultado clínico (como expressão clínica), o fisioterapeuta pode notar, ao exame físico, deficiência de tônus no repouso (baixo) dos MLA e falta de resposta elástica durante a palpação do assoalho pélvico. Uma prioridade para as mulheres que apresentam essas deficiências seria limitar as forças externas que agem sobre o assoalho pélvico, uma vez que esse tecido tem capacidade deficiente para responder a essas forças. As estratégias incluem: treino para minimizar o aumento da pressão intra-abdominal como em atividades de levantamento de pesos e de alto impacto, controle da tosse, da  constipação e do peso corpóreo, bem como realizar o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (reabilitação do movimento e da postura, melhor dizendo, a meu ver)  para compensar as forças externas.

Dra Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 12)

LIÇÃO 12: É POSSÍVEL PREVENIR OS DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS?

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A prevenção de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) também é inexplorada na literatura. Estratégias de prevenção de lesões, rotineiramente, incluem o treinamento muscular (fortalecimento e flexibilidade). Fatores obstétricos consistentes com trauma perineal (episiotomia, uso de fórceps, lacerações de esfíncter anal), idade (declínio potencial na saúde muscular) e hiato de levantador pequeno antes do parto (que pode indicar MLA encurtado ou enrijecido) apresentaram associação com a ocorrência de LAD. Assim, instruções para massagem perineal (que demonstrou minimizar o trauma perineal e pode melhorar a flexibilidade dos MLA) e o “treinamento dos músculos do assoalho pélvico” (para melhorar a saúde muscular) durante a gravidez podem ser úteis para reduzir o risco de LAD durante o parto. Essas estratégias podem ser mais valiosas em mulheres identificadas como de risco antes da gravidez (diâmetro pélvico pequeno, hiato do levantador pequeno, e idade acima de 40 anos no primeiro parto).

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 11)

LIÇÃO 11: QUE FUNÇÕES MUSCULARES REABILITAR EM MULHERES COM POP?

 

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Ainda não foram identificas as deficiências musculares que precisam ser reabilitadas em mulheres com prolapsos de órgãos pélvicos (POP) e que tenham defeito de levantadores do ânus (LAD). No entanto, alguns achados de estudos científicos podem nos indicar o caminho. Foram encontradas anormalidades mitocondriais nos músculos levantadores do ânus e nos ligamentos suspensores de mulheres com POP. A parede vaginal também mostra redução da capilarização. Assim, o sistema de suporte pélvico de mulheres com POP pode apresentar redução da capacidade aeróbica. Clinicamente, essa redução pode se expressar, do ponto de vista muscular, como deficiência da resistência muscular dos levantadores do ânus. Assim, o fisioterapeuta deve estar atento e deve ajustar a dose do treinamento muscular de acordo com as deficiências individuais identificadas no exame físico. Por esse motivo, a avaliação das funções musculares do assoalho pélvico de mulheres com defeitos dos levantadores do ânus é fundamental para traçar o tratamento apropriado!

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 10)

LIÇÃO 10: SE A CIRURGIA NÃO É A OPÇÃO, ENTÃO COMO TRATAR OS DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS?

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O manejo dos defeitos dos levantadores do ânus (LAD) é relativamente inexplorado na literatura e deve ser guiado largamente pela teoria. O treino de coordenação motora e fortalecimento muscular são rotineiramente utilizados pelo fisioterapeuta para reabilitar músculos esqueléticos lesados. Além disso, os benefícios do treinamento dos músculos do assoalho pélvico para mulheres com prolapsos de órgãos pélvicos (POP) e sintomas de POP já foram estabelecidos. Assim, mulheres com LAD podem se beneficiar de treinamentos similares àqueles empregados para recuperação e/ou reduzir sinais e sintomas de POP. O tratamento em grupo e supervisionado parece não mostrar benefícios e os pesquisadores sugerem que o tratamento individualizado possa ser mais útil para promover resultados positivos e melhorar as queixas de disfunções de assoalho pélvico naquelas mulheres com LAD.

 

Fernanda Saltiel

Coordenadora Científica BEC

Lançamento da 6ª Edição do Livro: Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher (Profª Elza Baracho)

 

 

 

 

 

 

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Caros Colegas,

Para quem tiver interesse em comparecer ao lançamento da 6ª edição do Livro da Professora Elza Baracho – Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher, gentileza preencher o formulário contido no link abaixo até amanhã (13/03) a fim de que possamos liberar sua entrada no evento:

Inscrição para lançamento

Em caso de dúvidas, gentileza entrar em contato pelos telefones (31) 2516-6699 ou 99131-0053.

Desde já agradecemos.

Atenciosamente,

Equipe Baracho Educação Continuada.

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 9)

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LIÇÃO 9: DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS: A SAÍDA É A CORREÇÃO CIRÚRGICA

Atualmente, apenas a presença de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) não é uma indicação cirúrgica. A literatura não fornece qualquer indicação de que as técnicas cirúrgicas atuais proporcionem um reparo efetivo dos músculos levantadores do ânus (MLA). Além disso, mulheres com LAD tem duas vezes mais chance de experimentar recidiva após o reparo cirúrgico de POP. Então, aquelas mulheres que consideram a cirurgia como uma alternativa terapêutica para POP, podem se beneficiar da identificação de LAD, uma vez que a taxa de recidiva de POP pode variar de acordo com a técnica cirúrgica utilizada.

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 8)

LIÇÃO 8: DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS:  COMO REALIZAR A PALPAÇÃO DOS RAMOS PÚBICOS?

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A detecção de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) atualmente não é uma rotina durante a assistência obstétrica ou o manejo de disfunções de assoalho pélvico. Apesar de imagens de ressonância magnética e de ultrassom serem métodos superiores para se avaliar LAD, o fisioterapeuta pode rastrear esses defeitos durante o exame clínico com palpação do assoalho pélvico conforme descrito na imagem e proposto por Lammers et al., 2013.

É possível detectar defeitos de levantadores do ânus (LAD) palpando-se a porção pubovisceral dos músculos levantadores do ânus. (a) O modelo de palpação representa na imagem, à direita, de um músculo intacto e, à esquerda, uma avulsão (PB: osso púbico, U: uretra, LH: hiato do levantador, PVM: músculo pubovisceral). (b) O músculo pubovisceral pode ser palpado colocando-se o dedo indicador no terço inferior da vaginal imediatamente lateral à uretra, e fazendo pressão contra o osso púbico. (c) No caso de haver avulsão muscular, o dedo indicador não encontrará resistência e irá deslizar lateralmente ao longo do ramo do púbis.

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC