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Live: Reiventando a Assistência Fisioterapêutica em tempos de Pandemia

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Sexta feira (08/05/2020), às 16h o nosso bate papo será com a Dra. Elza Baracho e Profª Raquel Mortimer: reinventando a assistência Fisioterapêutica em tempos de pandemia.

Uma Live muito especial, com uma hora e meia de duração onde o assunto será tratado com a seriedade que merece! Venham conosco para essa discussão riquíssima!!!

O bate papo será mediado pela Fisioterapeuta Elisa Castro!
Até sexta feira!!!
#fisioterapianasaudedamulher #barachoeducacao #bec #construindorelacionamentos #fisioterapiacomamor

@baracho.elza @silviamonteiro20 @elisacastrofisioterapia @raquelmortimer

Segue o editorial para leitura:

Editorial sobre Fisioterapia Digital no COVID19

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 15)

LIÇÃO 15: O QUE AINDA ESTÁ POR VIR NO TRATAMENTO DE PROLAPSOS DE ÓRGÃOS PÉLVICOS?

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Os estudos emergentes sobre outras opções de tratamento para POP estudam em animais o efeito potencial de antioxidantes, o uso de células tronco e de hormônios. Estes recursos parecem regular proteínas que interrompem a composição ótima das estruturas de suporte. No entanto, os resultados desses estudos ainda não são realidade em humanos e na prática clínica. Suplementos antioxidantes estão largamente disponíveis, mas não há estudos em mulheres com POP. Pesquisas utilizando células-tronco no manejo de POP estão atualmente focadas no aumento de materiais usados para o reparo de POP em modelos animais, mas estudos em humanos não estão disponíveis. Estrogênio tópico tem sido relatado com potencialmente benéfico para incontinência, atrofia vaginal e no perioperatório para o reparo de POP, mas outros usos em POP ainda não tem respaldo científico.  Certamente, temos, adiante, um futuro promissor quanto a esses aspectos!

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 9)

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LIÇÃO 9: DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS: A SAÍDA É A CORREÇÃO CIRÚRGICA

Atualmente, apenas a presença de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) não é uma indicação cirúrgica. A literatura não fornece qualquer indicação de que as técnicas cirúrgicas atuais proporcionem um reparo efetivo dos músculos levantadores do ânus (MLA). Além disso, mulheres com LAD tem duas vezes mais chance de experimentar recidiva após o reparo cirúrgico de POP. Então, aquelas mulheres que consideram a cirurgia como uma alternativa terapêutica para POP, podem se beneficiar da identificação de LAD, uma vez que a taxa de recidiva de POP pode variar de acordo com a técnica cirúrgica utilizada.

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 8)

LIÇÃO 8: DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS:  COMO REALIZAR A PALPAÇÃO DOS RAMOS PÚBICOS?

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A detecção de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) atualmente não é uma rotina durante a assistência obstétrica ou o manejo de disfunções de assoalho pélvico. Apesar de imagens de ressonância magnética e de ultrassom serem métodos superiores para se avaliar LAD, o fisioterapeuta pode rastrear esses defeitos durante o exame clínico com palpação do assoalho pélvico conforme descrito na imagem e proposto por Lammers et al., 2013.

É possível detectar defeitos de levantadores do ânus (LAD) palpando-se a porção pubovisceral dos músculos levantadores do ânus. (a) O modelo de palpação representa na imagem, à direita, de um músculo intacto e, à esquerda, uma avulsão (PB: osso púbico, U: uretra, LH: hiato do levantador, PVM: músculo pubovisceral). (b) O músculo pubovisceral pode ser palpado colocando-se o dedo indicador no terço inferior da vaginal imediatamente lateral à uretra, e fazendo pressão contra o osso púbico. (c) No caso de haver avulsão muscular, o dedo indicador não encontrará resistência e irá deslizar lateralmente ao longo do ramo do púbis.

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 4)

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       Em conjunto, os modelos teóricos do Ciclo de Vida e do  Barco fornecem um referencial teórico para o manejo das disfunções de assoalho pélvico, em especial dos prolapsos (POP) e enfatiza: a) a performance muscular esquelética ótima ao longo da vida; b) a minimização das forças externas; c) a maximização da função muscular pélvica antes do parto (e eu acrescento antes até da gravidez) com identificação e otimização de fatores modificáveis que podem afetar o risco de lesão; e, por fim, d) a recuperação da lesão e taxa de declínio da função do assoalho pélvico com o envelhecimento.

       Os POP são a expressão da falência dos tecidos de sustentação dos órgãos pélvicos: músculos,  ligamentos e fáscias. Nas próximas lições, vamos apresentar cada item desses em maiores detalhes, portanto, continuem nos acompanhando!

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 3)

LIÇÃO 3: E COMO COMPREENDER OS PROLAPSOS DE ÓRGÃOS PÉLVICOS?

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A progressão do prolapsos de órgãos pélvicos (POP) envolve uma interação complexa de múltiplos sistemas. Compreender essa interação a partir do contexto de modelos conceituais auxilia o fisioterapeuta no seu raciocínio clínico nos aspectos que não se tem ainda evidências científicas.

O modelo teórico do Barco no Ancoradouro de Peggy Norton ilustra que deficiências no suporte muscular podem aumentar a dependência sobre os tecidos de suporte remanescentes (parede vaginal e ligamentos) que, na presença de forças externas, levam a estresse cumulativo e falha ao longo do tempo. Trata-se o modelo de uma representação esquemática do suporte pélvico que ilustra a natureza multifatorial da ocorrência dos POP. Sob condições ótimas (imagem à esquerda), os órgãos pélvicos (barco) são suportados pelos músculos levantadores do ânus-MLA-(água) e estabilizados pelos ligamentos (cabos). A lesão ou deficiência muscular dos MLA são representadas pela ausência da água (imagem à direita), deixando os ligamentos suportar todo o peso dos órgãos pélvicos. Os ligamentos podem ser capazes de suportar os órgãos inicialmente.  Mas, na presença de forças extras (setas escuras), os ligamentos  irão se tornar, eventualmente, insuficientes,  permitindo que os órgãos pélvicos prolapsem.

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 2)

LIÇÃO 2:

CONHECENDO OS FATORES RELACIONADOS ÀS DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO…

 

A seguir estão listados alguns exemplos de fatores predisponentes, incitantes e intervenientes provenientes do Modelo Causal de Disfunções de Assoalho Pélvico proposto por Richard Bump e Peggy Norton em 1998 que, integrados ao Modelo de Ciclo de Vida (subdividido em fases conforme proposto por DeLancey, ajudam a identificar as possíveis causas das disfunções de assoalho pélvico. O leitor interessado em conhecer mais detalhes sobre fatores predisponentes, incitantes e intervenientes, deve consultar John O. L. DeLancey. DeLancey. Life span model causal factors of pelvic floor disorders. Am J Obstet Gynecol 2008 Bump & Norton. Epidemiology and natural history of pelvic floor dysfunction Obstet Gynecol Clin North Am. 1998, v25, n. 4, p. p723-746.

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Dra. Fernanda Saltiel
Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 1)

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LIÇÃO 1 – ENTENDENDO PORQUE AS DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO OCORREM…

DeLancey busca compreender a função do assoalho pélvico por meio do “Modelo de Ciclo de Vida”. O modelo apresenta a função do assoalho pélvico ao longo da vida da mulher como uma curva que tem seu pico durante o crescimento da estrutura pélvica no fim da adolescência, chegando ao seu desenvolvimento completo.  Abruptamente declina, por exemplo, com o parto vaginal, que afeta a função do assoalho pélvico. Potencialmente recupera de acordo com a variação na lesão em torno do parto.  Finalmente, declina, numa taxa individualizada, com o envelhecimento de acordo com os fatores intervenientes, até que o limiar de sintomas seja alcançado. Neste ponto, a reserva funcional presente previamente na vida é perdida. Em outras palavras, sempre que a demanda sobre o assoalho pélvico ultrapassa a capacidade que ele tem de resistir à ela, parece ser razoável acreditar ser este o ponto que determinar ter e não sintomas de disfunções de assoalho pélvico.

 Dra. Fernanda Saltiel
Consultora Científica BEC

PROGRAMA BECcomCIÊNCIA 2ª série

introdução

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO

Na segunda série do programa BECcomCIÊNCIA daremos continuidade ao tema Prolapsos de Órgãos Pélvicos (POP) (uma das disfunções de assoalho pélvico-DAP), que chega a atingir até 49,9% das mulheres ao longo da vida. Desta vez, apresentaremos informações interessantíssimas para a prática clínica do fisioterapeuta originadas de um dos artigos escritos por Kimberly Saunders. Dr. Saunders é fisioterapeuta especializada em Síndromes de Deficiência do Sistema de Movimento. Seu olhar terapêutico é focado na visão global do paciente/pessoa e busca ajudá-lo a compreender melhor o próprio corpo. É pós-doutora em Fisioterapia pela Universidade de Washington em Saint Louis, cuja tese estudou mulheres com hipermobilidade articular e sua relação com lesões da mulher atleta, exercícios durante a gravidez e prolapsos de órgãos pélvicos.

Sua experiência teórico-prática lhe permite acrescentar informações robustas à nossa prática clínica quando o assunto é lidar com mulheres, especialmente as fisicamente ativas, e aquelas sob risco de desenvolver ou que já apresentam POP.  Escreveu recentemente uma revisão narrativa intitulada: “Recent Advances in Understanding Pelvic-Floor Tissue of Women With and Without Pelvic Organ Prolapse: Considerations for Physical Therapists”  publicado ahead of print na revista Physical Therapy, (v.97, n.4, pp,455-463, 2017) a partir das informações de modelos teóricos e pesquisas mais recentes sobre as características teciduais de três componentes-chave para o suporte de órgãos pélvicos: musculo esquelético, ligamentos e parede vaginal. Vimos essas informações na 1ª série da BEComCIÊNCIA no estudo de DeLancey. Suas conclusões são uma ampla reflexão sobre as implicações dessas informações para a prática dos fisioterapeutas.

Assim, as informações serão apresentadas resgatando-se parte do embasamento teórico e, em seguida, as implicações para a prática clínica propriamente dita, totalizando 16 lições.

Então, se você é fisioterapeuta e lida com mulheres, você não pode perder também essa leitura!!!

Serão 16 lições. Cada uma delas será postada semanalmente, às sextas-feiras, a partir da sexta dia 20/10.

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

O QUE HÁ DE COMUM ENTRE A TESOURA E O SUPORTE DOS ÓRGÃOS PÉLVICOS? (PARTE 7) O QUE HÁ DE COMUM ENTRE A TESOURA E O SUPORTE DOS ÓRGÃOS PÉLVICOS? (PARTE 8)

PARTE 8: CONCLUSÃO DA SÉRIE

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Conhecer os mecanismos de ação para o suporte dos órgãos pélvicos é, sem dúvida, um dos caminhos fundamentais para se compreender em que estruturas e funções o fisioterapeuta deve atuar e que efeitos seu arsenal terapêutico precisam ter para contribuir para o controle dos prolapsos de órgãos pélvicos.

DeLancey, em sua revisão narrativa, destaca que, as pesquisas atuais mostram que é indiscutível que o suporte dos órgãos pélvicos depende da INTERAÇÃO entre os músculos levantadores do ânus e os tecidos conectivos pélvicos. Portanto, em uma analogia com a tarefa de cortar de uma tesoura proposta por DeLancey neste artigo, discutir sobre quem é o elemento mais crítico para o suporte dos órgãos pélvicos, se os músculos levantadores do ânus ou os tecidos conectivos pélvicos é como tentar decidir que lâmina da tesoura é mais importante para executar o corte!

 

REFLEXÕES PARA A PRÁTICA CLÍNICA

 

1ª REFLEXÃO: Se lesões extensas dos MLA atingindo mais da metade do ventre muscular são mais frequentes entre mulheres com POP do que entre aquelas sem POP e se essas lesões são mais frequentes entre mulheres que realizaram parto vaginal, será que, clinicamente, podemos interferir na ocorrência de lesões dos MLA durante o parto? Se sim, como? Aumentando o tônus e a rigidez dos MLA por meio de treinamento muscular específico de controle, força e resistência musculares do assoalho pélvico? Por meio do treinamento da coordenação motora entre MAP, abdome e respiração durante a atividade simulada de expulsão para melhorar a performance do movimento durante o período expulsivo?

 

2ª REFLEXÃO: Se as deficiências estruturais extensas dos MLA cursam com deficiências nas funções musculares do assoalho pélvico, e se aquelas ocorrem em mulheres que tiveram parto vaginal, então…clinicamente, vale à pena investigar a existência de lesão estrutural dos MLA em mulheres que realizam reabilitação do AP e, ainda assim, cursam com força muscular do AP menor do que 40% em relação ao período pré-gravídico. Em outras palavras, elas podem apresentar deficiência funcional muscular decorrente de deficiência na estrutura do MLA que vai além da competência resolutiva do fisioterapeuta, desta forma, necessitando de encaminhamento para profissional competente.

3ª REFLEXÃO: Se os ligamentos apresentam propriedade de histerese, seria válido pensar que atividades físicas que aumentam cronicamente a pressão intra-abdominal poderiam impor cargas extras aos ligamentos, alongá-los e deformá-los irreversivelmente, favorecendo a ocorrência de prolapso de órgãos pélvicos em longo prazo.  Assim, uma forma de controle dos prolapsos seria a modificação/adaptação das atividades diárias para minimizar o impacto da pressão intra-abdominal sobre as estruturas do assoalho pélvico. Também, como os MLA funcionam como importante suporte dos órgãos pélvicos, com ação de elevá-los e fechar o hiato genital, parece lógico pensar que o seu treinamento e/ou reabilitação pode proteger os tecidos conectivos da pelve da tensão gerada pelas atividades que aumentam a pressão intra-abdominal.

 

Dra. Fernanda Saltiel
Consultora Científica BEC