Lançamento da 6ª Edição do Livro: Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher (Profª Elza Baracho)

 

 

 

 

 

 

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Caros Colegas,

Para quem tiver interesse em comparecer ao lançamento da 6ª edição do Livro da Professora Elza Baracho – Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher, gentileza preencher o formulário contido no link abaixo até amanhã (13/03) a fim de que possamos liberar sua entrada no evento:

Inscrição para lançamento

Em caso de dúvidas, gentileza entrar em contato pelos telefones (31) 2516-6699 ou 99131-0053.

Desde já agradecemos.

Atenciosamente,

Equipe Baracho Educação Continuada.

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 9)

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LIÇÃO 9: DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS: A SAÍDA É A CORREÇÃO CIRÚRGICA

Atualmente, apenas a presença de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) não é uma indicação cirúrgica. A literatura não fornece qualquer indicação de que as técnicas cirúrgicas atuais proporcionem um reparo efetivo dos músculos levantadores do ânus (MLA). Além disso, mulheres com LAD tem duas vezes mais chance de experimentar recidiva após o reparo cirúrgico de POP. Então, aquelas mulheres que consideram a cirurgia como uma alternativa terapêutica para POP, podem se beneficiar da identificação de LAD, uma vez que a taxa de recidiva de POP pode variar de acordo com a técnica cirúrgica utilizada.

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 8)

LIÇÃO 8: DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS:  COMO REALIZAR A PALPAÇÃO DOS RAMOS PÚBICOS?

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A detecção de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) atualmente não é uma rotina durante a assistência obstétrica ou o manejo de disfunções de assoalho pélvico. Apesar de imagens de ressonância magnética e de ultrassom serem métodos superiores para se avaliar LAD, o fisioterapeuta pode rastrear esses defeitos durante o exame clínico com palpação do assoalho pélvico conforme descrito na imagem e proposto por Lammers et al., 2013.

É possível detectar defeitos de levantadores do ânus (LAD) palpando-se a porção pubovisceral dos músculos levantadores do ânus. (a) O modelo de palpação representa na imagem, à direita, de um músculo intacto e, à esquerda, uma avulsão (PB: osso púbico, U: uretra, LH: hiato do levantador, PVM: músculo pubovisceral). (b) O músculo pubovisceral pode ser palpado colocando-se o dedo indicador no terço inferior da vaginal imediatamente lateral à uretra, e fazendo pressão contra o osso púbico. (c) No caso de haver avulsão muscular, o dedo indicador não encontrará resistência e irá deslizar lateralmente ao longo do ramo do púbis.

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 7)

LIÇÃO 7: DEFEITOS DOS LEVANTADORES DO ÂNUS:  O QUE INVESTIGAR DURANTE O EXAME FÍSICO?

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Algumas deficiências na estrutura e função do assoalho pélvico podem estar associadas aos defeitos dos levantadores do ânus (LAD). Prolapsos de órgãos pélvicos (especialmente dos compartimentos anterior e médio), alargamento do hiato genital e a deficiência de força dos músculos levantadores do ânus (MLA), especialmente se a perda de força é progressiva  (ao invés de melhora) podem ser investigados durante a avaliação de mulheres submetidas ao parto vaginal. Também, a palpação dos ramos púbicos e da porção dos MLA que se insere no púbis pode revelar avulsão.

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 6)

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Vários pesquisadores tem buscado estudar os fatores associados à ocorrência dos defeitos dos levantadores do ânus (LAD). Por exemplo, VanDelft e colaboradores em 2014, desenvolveram um modelo de predição do risco de ocorrência de LAD, que pode chegar a 75%, a partir da duração do segundo estágio de trabalho de parto, do uso de fórceps e da lesão de esfíncter anal.  Antes do parto, o risco pode ser identificado de acordo com a idade da mulher no 1º parto. Para mulheres em torno de 20 anos, a chance de LAD é <15% e, para aquelas entre 40 anos, chega a ser de 50% ou mais (Dietz, 2011). Portanto, durante a entrevista com a paciente e/ou durante o exame físico é importante investigar sobre: história obstétrica de 2º estágio de trabalho de parto prolongado, uso de fórceps, episiotomia, ruptura de esfincter anal, cabeça fetal grande, idade acima de 40 anos no primeiro parto, diâmetro ântero-posterior da pelve pequeno, hiato do levantador do ânus pequeno antes do parto.  Queixa de vagina frouxa durante o primeiro ano após o parto pode ser um indicativo de LAD.

 

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 5)

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A avulsão parcial ou completa dos músculos levantadores do ânus (MLA) do osso púbico (direito, esquerdo ou bilateral) e afinamento expressivo da região pubovisceral dos MLA são denominados de defeitos dos levantadores do ânus (LAD) Estes defeitos são bastante prevalentes após o parto vaginal (10 a 36%) e contribuem para a falha do componente muscular para o suporte dos órgãos pélvicos. Por isso, a partir de agora, serão abordados com mais detalhes nas próximas lições.

As evidências científicas sugerem que algumas mulheres terão a resolução de LAD em seu primeiro ano pós-parto, enquanto outras não. A hipertrofia compensatória nas porções não envolvidas dos MLA (fibras laterais referentes ao puborretal) e melhora na força dos MLA ao longo do tempo foram documentadas em mulheres com LAD. No entanto, em uma amostra de mulheres que não responderam ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico, quase 70% apresentava LAD.

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 4)

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       Em conjunto, os modelos teóricos do Ciclo de Vida e do  Barco fornecem um referencial teórico para o manejo das disfunções de assoalho pélvico, em especial dos prolapsos (POP) e enfatiza: a) a performance muscular esquelética ótima ao longo da vida; b) a minimização das forças externas; c) a maximização da função muscular pélvica antes do parto (e eu acrescento antes até da gravidez) com identificação e otimização de fatores modificáveis que podem afetar o risco de lesão; e, por fim, d) a recuperação da lesão e taxa de declínio da função do assoalho pélvico com o envelhecimento.

       Os POP são a expressão da falência dos tecidos de sustentação dos órgãos pélvicos: músculos,  ligamentos e fáscias. Nas próximas lições, vamos apresentar cada item desses em maiores detalhes, portanto, continuem nos acompanhando!

Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 3)

LIÇÃO 3: E COMO COMPREENDER OS PROLAPSOS DE ÓRGÃOS PÉLVICOS?

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A progressão do prolapsos de órgãos pélvicos (POP) envolve uma interação complexa de múltiplos sistemas. Compreender essa interação a partir do contexto de modelos conceituais auxilia o fisioterapeuta no seu raciocínio clínico nos aspectos que não se tem ainda evidências científicas.

O modelo teórico do Barco no Ancoradouro de Peggy Norton ilustra que deficiências no suporte muscular podem aumentar a dependência sobre os tecidos de suporte remanescentes (parede vaginal e ligamentos) que, na presença de forças externas, levam a estresse cumulativo e falha ao longo do tempo. Trata-se o modelo de uma representação esquemática do suporte pélvico que ilustra a natureza multifatorial da ocorrência dos POP. Sob condições ótimas (imagem à esquerda), os órgãos pélvicos (barco) são suportados pelos músculos levantadores do ânus-MLA-(água) e estabilizados pelos ligamentos (cabos). A lesão ou deficiência muscular dos MLA são representadas pela ausência da água (imagem à direita), deixando os ligamentos suportar todo o peso dos órgãos pélvicos. Os ligamentos podem ser capazes de suportar os órgãos inicialmente.  Mas, na presença de forças extras (setas escuras), os ligamentos  irão se tornar, eventualmente, insuficientes,  permitindo que os órgãos pélvicos prolapsem.

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 2)

LIÇÃO 2:

CONHECENDO OS FATORES RELACIONADOS ÀS DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO…

 

A seguir estão listados alguns exemplos de fatores predisponentes, incitantes e intervenientes provenientes do Modelo Causal de Disfunções de Assoalho Pélvico proposto por Richard Bump e Peggy Norton em 1998 que, integrados ao Modelo de Ciclo de Vida (subdividido em fases conforme proposto por DeLancey, ajudam a identificar as possíveis causas das disfunções de assoalho pélvico. O leitor interessado em conhecer mais detalhes sobre fatores predisponentes, incitantes e intervenientes, deve consultar John O. L. DeLancey. DeLancey. Life span model causal factors of pelvic floor disorders. Am J Obstet Gynecol 2008 Bump & Norton. Epidemiology and natural history of pelvic floor dysfunction Obstet Gynecol Clin North Am. 1998, v25, n. 4, p. p723-746.

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Dra. Fernanda Saltiel
Consultora Científica BEC

16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 1)

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LIÇÃO 1 – ENTENDENDO PORQUE AS DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO OCORREM…

DeLancey busca compreender a função do assoalho pélvico por meio do “Modelo de Ciclo de Vida”. O modelo apresenta a função do assoalho pélvico ao longo da vida da mulher como uma curva que tem seu pico durante o crescimento da estrutura pélvica no fim da adolescência, chegando ao seu desenvolvimento completo.  Abruptamente declina, por exemplo, com o parto vaginal, que afeta a função do assoalho pélvico. Potencialmente recupera de acordo com a variação na lesão em torno do parto.  Finalmente, declina, numa taxa individualizada, com o envelhecimento de acordo com os fatores intervenientes, até que o limiar de sintomas seja alcançado. Neste ponto, a reserva funcional presente previamente na vida é perdida. Em outras palavras, sempre que a demanda sobre o assoalho pélvico ultrapassa a capacidade que ele tem de resistir à ela, parece ser razoável acreditar ser este o ponto que determinar ter e não sintomas de disfunções de assoalho pélvico.

 Dra. Fernanda Saltiel
Consultora Científica BEC