Biofeedback EMG e Gameterapia: ferramentas utilizadas para ampliar ainda mais a nossa prática clínica

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No período contemporâneo em que estamos vivendo, temos que pensar em diferenciais nos nossos atendimentos.

Esse diferencial está vinculado ao nosso desenvolvimento técnico-científico e nas  tecnologias que trabalham  a nosso favor, favorecendo essa relação.

Os profissionais atuantes na área de fisioterapia na saúde da mulher que almejam ter um serviço diferenciado devem pensar em associar as tecnologias na sua prática clínica para poderem agregar mais valor ao seu trabalho. Para alcançarmos esse objetivo e ter a interface adequada a tecnologia temos que ter segurança e conhecimento técnico-científico, podendo oferecer um atendimento de excelência.

O Biofeedback e a eletromiografia permitem uma avaliação fidedigna, sendo possível a emissão de laudos mais consistentes. O treinamento muscular associado ao Biofeedback acaba gerando uma resposta neurofuncional de maior qualidade, em que o paciente cria uma adaptação ou readaptação e uma neuroplasticidade do seu processo reabilitativo, podendo conduzir melhor os seus eventos fisiológicos.

Já o Game não deixa de ser um biofeedback. Ele também é uma retroalimentação ao nosso paciente. O treinamento associado a ele consegue traçar metas objetivas, que são vinculadas a coordenação do movimento, tomadas de decisão, dupla tarefa, utilização de musculatura acessória, treinos funcionais, além de simular atividades esportivas. Ele vem muito forte no sentido lúdico, para melhorar nosso arsenal de tratamento, mas não deve ser visto somente como um game, mas como algo que vai agregar valor ao nosso atendimento, com metas e objetivos bem definidos.

Prof.ª Adriane Bertotto

 

Se você tem interesse em saber um pouco mais sobre como utilizar essas tecnologias de uma forma mais efetiva na sua prática clínica, não pode deixar de participar do Curso: Biofeedback EMG e Gameterapia: ferramentas utilizadas para ampliar ainda mais a nossa prática clínica, a ser realizado nos dias 26 e 27 de agosto, em Belo Horizonte.

Baracho

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Baracho Educação Continuada- (31) 2516-6699
Whatsapp: (31) 99131-0053

Reuniremos em Belo Horizonte vários profissionais renomados para discutir a pratica clinica do Pilates em Saúde da mulher!!!
Não deixem de participar, será um sucesso!!!
Em breve divulgaremos toda a programação!!!

I meeting de Pilates

 

 

Puerpério: seis semanas vivendo fora do corpo

Foi exatamente assim que eu me senti no puerpério, os primeiros dias de vida do meu filho, vivendo fora do meu corpo! O coração batia fora do corpo, respirava fora do corpo, tudo naquele corpinho….que agora vivia fora do meu. O tempo não se conta mais em horas e sim em mamadas, dia e noite se misturam, o mundo lá fora parou!

Durante a gestação eu li um best seller americano chamado O que esperar quando você está esperando. O livro é dividido por tempo e nele há uma sessão dedicada ao pós parto, o puerpério, com seis semanas de duração. Só seis semanas?! Meu Deus, a gestação durou 40 e não pareceu demorar tanto! E eu pensava, ah o meu vai durar mais! Isso não pode acabar como mágica do dia pra noite, e já está quase na sexta semana, e não melhorou nadinha!

Eu sentia dor, eu sentia medo, eu chorava e eu sentia culpa por me sentir assim. Tomar banho doía, deixar a água bater no peito doía, me secar doía, e enquanto a água corria eu pensava “será que eu vou me sentir assim pra sempre? Quando eu vou me sentir normal de novo?”. Era tanto inchaço… meus pés pareciam como sacos plásticos cheios d’água e quando eu pisava eles balançavam… Que corpo era aquele?! Meu não era… E nem era eu a habitar nele! Porque eu, eu era uma mãe que acabara de ter seu sonhado bebê, eu saí da maternidade uma mãe feliz e realizada, e aquela pessoa que habitava aquele corpo dolorido, aquela pessoa só chorava sem qualquer motivo, aquela pessoa não conseguia dormir apesar de todo o cansaço! Aquela pessoa não estava preparada para ser mãe, não queria receber ninguém apesar de toda a felicidade a ser compartilhada… Aquela mulher se fechara na penumbra e no silêncio como se não estivesse pronta para o mundo lá fora… Aquele corpo não ficava bem em roupa alguma, nem nas que eu vestia enquanto tinha um bebê de 3,5kg na barriga… Aquele corpo cheirava a leite…e ainda assim eu não conseguia amamentar.

Nada era como deveria ser, e eu não esperava nenhum conto de fadas, mas eu esperava me reconhecer no caos e aquela ali não era eu… eu sabia… Eu achava que sabia, mas saber não basta, saber não é sentir, e agora eu sentia, sentia naquele corpo que não era mais meu, sentia naquele corpo vazio de mim e do meu filho.

E então completaram-se as seis semanas, os litros de água de cada pé já haviam sido postos pra fora em lágrimas, só o peito ainda doía, mas era uma dor que eu reconhecia, legitimada pelo ato de amamentar, o que pra mim a essa altura ainda era um desafio, mas eu já me sentia eu mesma o bastante pra saber que eu conseguiria! Eu já podia dormir por 2 ou 3h sem acordar pra checar a respiração dele, eu já podia ouvir o silêncio sem angústia, eu já podia me bastar eu e meu filho somente, só nós dois como no tempo da barriga e saber que tudo estava em seu lugar! Eu já podia reconhecer seu choro, já podia externar o amor com mais sorrisos e menos lágrimas… Eu já podia curtir….

O que mudou afinal?! Não sei, talvez fossem só hormônios ou um pouco de depressão pós parto, talvez tenha sido só o meu tempo, mas de fato como mágica eu voltei a me sentir minimamente normal! Igual a antes?! Nunca! Mas eu mesma, uma nova versão de mim, uma mãe que acabava de nascer, mas totalmente eu!

Um bebê leva 40 semanas para nascer, uma mãe leva seis!

Fonte: http://quemaesoueu.com/2015/03/17/puerperio-seis-semanas-vivendo-fora-do-corpo/

http://www.cmmg.edu.br/cursos/fisioterapia-na-saude-da-mulher/

Estamos com as últimas vagas em aberto para a XXIII Pós Graduação de Fisioterapia na Saúde da Mulher da FCMMG em Belo Horizonte, que terá inicio no dia 01/09/2017. Caso tenha interesse e ainda não efetivou sua matrícula, faça o mais rápido sua inscrição pelo endereço:http://www.cmmg.edu.br/curs…/fisioterapia-na-saude-da-mulher e garanta sua vaga.

Quais são os avanços que a avaliação e o tratamento fisioterapêutico vem apresentando no controle do linfedema, levando em consideração a CIF?

Post controle linfedema

 

Segundo a Sociedade Internacional de Linfologia, linfedema é uma manifestação do sistema linfático causado pela insuficiência do transporte da linfa que pode ser um fenômeno isolado ou associado a outras sequelas locais incapacitantes.

Este desequilíbrio surge a partir da displasia linfática congênita (linfedema primário) ou bloqueios anatômicos, como após a dissecção de linfonodos, irradiação, repetidas linfangites (linfedema secundário) ou como consequência da uma deficiência funcional.

O linfedema é uma doença crônica e exige cuidados ao longo da vida. A falta de controle do linfedema pode levar infecções repetidas e progressivas (celulite/ linfangite/ erisipelas), alterações tróficas na pele e limitações importantes na atividade e participação dos indivíduos acometidos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou em 2001, o sistema de classificação para o entendimento da funcionalidade e da incapacidade humana: a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).

Na versão da OMS, funcionalidade engloba todas as funções do corpo, capacidade de realizar atividades e tarefas relevantes da rotina diária. Incapacidade abrange as diversas manifestações de uma doença, como: prejuízos nas funções do corpo, dificuldades no desempenho de atividades cotidianas e o nível social que demonstra as possibilidades e ou restrições (impedimento social, cultural, físico e comportamental) para a inserção do indivíduo na sociedade.

Neste sentido a mudança de uma abordagem baseada nas consequências das doenças para uma abordagem que prioriza a funcionalidade como um componente da saúde, considerando os fatores ambientais e pessoais como facilitador ou como barreira, parece ser o caminho para a reabilitação mais efetiva dos indivíduos com edemas linfáticos.

De acordo com a Sociedade Internacional de Linfologia nenhum método de redução do linfedema apresentou meta-análise satisfatória, levando em consideração a função e estrutura corporal isolada. Segundo a CIF indivíduos com uma mesma condição de saúde podem ter níveis de funcionalidade distintos, enquanto pessoas com mesmo nível de funcionalidade podem não ter a mesma condição de saúde, ou seja, o objetivo da avaliação e tratamento do linfedema realizado pelos fisioterapeutas deve ir além da redução da volumetria do membro acometido (estrutura). Atualmente se faz necessário abordagem mais ampla, para que possamos predizer resultados, planejar readaptação funcional, indicar medidas de tratamento e mudanças funcionais. A efetiva aplicação da perspectiva teórica da CIF nos serviços de reabilitação pressupõe que os instrumentos e testes empregados pelos profissionais sejam capazes de fornecer informações sobre cada um dos componentes do modelo.

Referências:
INTERNATIONAL SOCIETY OF LYMPHOLOGY. The diagnosis and treatment of peripheral lymphedema: 2013 Consensus Document of the International Society of Lymphology. Lymphology. 2013;46:1–11

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE – OPAS; ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA – OMS. CIF:Classificação Internacional de Funcionalidade,Incapacidade e Saúde. São Paulo: Editora Edusp, 2003.326p.

SAMPAIO, R,F.; FERREIRA, F.R.; SOUZA, M.A.P. Reorientação do Modelo Assistencial da Rede de Reabilitação SUS – Belo Horizonte. Belo Horizonte: 2013. (Caderno de Apoio).

Autora: Silvia Elizate Monteiro

  • Fisioterapeuta, Mestre pela UFSC.
  • Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMinas) nas disciplinas teóricas e de estágio de Fisioterapia na Saúde da Mulher.
  • Coordenadora e professora do curso de Pós-graduação em Fisioterapia na Saúde da Mulher (FCMMG).
  • Sócia proprietária da Baracho Educação.
  • Especialista em Fisioterapia na Saúde da Mulher (COFFITO) e em Master in Business Administration (MBA)/Gestão das Organizações de Saúde
  • Pós graduada em Metodologia do Ensino Superior e Fisioterapia Dermato-Funcional.

Eletroterapia na Saúde da Mulher

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A utilização de correntes elétricas como recurso terapêutico não é novidade na prática fisioterápica. Porém, os princípios que norteiam a sua aplicação evoluíram, sendo, em sua maioria, diferentes daqueles historicamente propostos.

Como devem ser utilizadas as correntes elétricas na prática fisioterapêutica?

Hoje, é consenso na literatura que os benefícios induzidos por uma modalidade eletroterápica são dependentes das características da corrente e, principalmente, dos parâmetros elétricos utilizados durante a terapia. Não é o  “aparelho” o responsável pelo efeito observado, mas sim a corrente por ele gerada. Esta deve ser ajustada para provocar modificações fisiológicas específicas, levando em consideração o benefício terapêutico desejado, as características da estrutura / função a ser tratada e as evidências científicas que fundamentam a aplicação.

Quem pode manusear os equipamentos de eletroterapia?

Um dos profissionais mais capacitados para manusear esses equipamentos é o fisioterapeuta. Este é capaz de avaliar a indicação e adequadamente modular as correntes elétricas para cada situação. Não há, portanto, “protocolos de tratamentos” eletroterápicos. O grande desafio do fisioterapeuta é saber quando, como e até quando uma corrente elétrica pode trazer benefícios ao indivíduo que a recebe como modalidade terapêutica. Um adequado embasamento teórico é ponto de partida para a busca da prática baseada em evidências.

Então não perca a oportunidade de aprofundar mais seus conhecimentos nesse tema que é tão importante para prática clínica do fisioterapeuta.

Vem aí: