16 LIÇÕES PARA O FISIOTERAPEUTA QUE LIDA COM DISFUNÇÕES DE ASSOALHO PÉLVICO (PARTE 3)

LIÇÃO 3: E COMO COMPREENDER OS PROLAPSOS DE ÓRGÃOS PÉLVICOS?

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A progressão do prolapsos de órgãos pélvicos (POP) envolve uma interação complexa de múltiplos sistemas. Compreender essa interação a partir do contexto de modelos conceituais auxilia o fisioterapeuta no seu raciocínio clínico nos aspectos que não se tem ainda evidências científicas.

O modelo teórico do Barco no Ancoradouro de Peggy Norton ilustra que deficiências no suporte muscular podem aumentar a dependência sobre os tecidos de suporte remanescentes (parede vaginal e ligamentos) que, na presença de forças externas, levam a estresse cumulativo e falha ao longo do tempo. Trata-se o modelo de uma representação esquemática do suporte pélvico que ilustra a natureza multifatorial da ocorrência dos POP. Sob condições ótimas (imagem à esquerda), os órgãos pélvicos (barco) são suportados pelos músculos levantadores do ânus-MLA-(água) e estabilizados pelos ligamentos (cabos). A lesão ou deficiência muscular dos MLA são representadas pela ausência da água (imagem à direita), deixando os ligamentos suportar todo o peso dos órgãos pélvicos. Os ligamentos podem ser capazes de suportar os órgãos inicialmente.  Mas, na presença de forças extras (setas escuras), os ligamentos  irão se tornar, eventualmente, insuficientes,  permitindo que os órgãos pélvicos prolapsem.

Dra. Fernanda Saltiel

Consultora Científica BEC

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